Em quase todas as empresas existe a figura do galã, aquele adorável ser masculino venerado por uma parte do mulherio, as chamadas galonetes. Este ser de ar encantador e piada fácil é a alma da empresa e o sonho de cada uma delas.
Estas mulheres derretem-se com as histórias que ouvem e seguem a vida dele como se de uma novela se tratasse. Comentam umas com as outras, mostrando-se preocupadas, o simples facto do crédito para a nova casa já ter sido aprovado ou que o arroz de polvo que comeu ao almoço estava salgado.
A coisa funciona equilibradamente enquanto o galã for dando troco, mas não o suficiente que permita uma aproximação mais arrojada de uma das galonetes. No dia em que isso acontecer é o fim do mundo. Em primeira instância abrirão a torneira da inveja e à medida que as coisas se descontrolam haverá lugar a insultos, cuspidelas e puxões de cabelos. No final nenhuma fica com ele e este ficará marcado para sempre. As galonetes encarregar-se-ão de lhe fazer a vida tão negra que o próprio desejará nunca ter trabalhado ali.
As mulheres são lixadas, mas alguns homens que se julgam a última coca cola do deserto no fundo são burros o suficente para não perceberem no que é que se metem.