A caminho da tal escola onde pela manhã algumas crianças correm alegremente em busca dos amigos, também há pais que dia após dia fazem questão de entregar os filhos directamente aos assessores de educação (leia-se, professores), fazendo das estradas e passeios públicos sua propriedade privada. Desconfio que alguns pais não entram com a viatura nas salas de aula apenas para não terem que fazer manobras. Este comportamento parental tem duas vertentes, sendo que ambas me irritam profundamente, ainda que de maneira diferente. Primeiro, aquela atenção redobrada que julgava ser necessária apenas quando atravesso a rua na passadeira, afinal também é fundamental durante a simples circulação pelo passeio, não vá um papá ou uma mamã distraído dar-me um toque com a sua viatura. Eles lá terão os seguros deles, mas eu só tenho uma vida e não a tenho assegurada. Segundo, tenho para mim que a entrega directa das crias no colo dos educadores, perdão, professores, fomenta aquilo que designo de criação de perfeitos inúteis. Esses mesmos que já em fase avançada da puberdade ainda não sabem em que botão do microondas carregar para aquecer uma pizza, a única comida que conhecem quando estão sozinhos. Não admira que mais tarde pensem que a interacção com as mulheres se faça também por meio de botões (qual playstation) e que no final o sentimento geral dos progenitores seja de rotundo falhanço em relação à educação que os professores tinham que obrigatoriamente dar aos seus pequenos.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
PERFEITOS INÚTEIS
A caminho da tal escola onde pela manhã algumas crianças correm alegremente em busca dos amigos, também há pais que dia após dia fazem questão de entregar os filhos directamente aos assessores de educação (leia-se, professores), fazendo das estradas e passeios públicos sua propriedade privada. Desconfio que alguns pais não entram com a viatura nas salas de aula apenas para não terem que fazer manobras. Este comportamento parental tem duas vertentes, sendo que ambas me irritam profundamente, ainda que de maneira diferente. Primeiro, aquela atenção redobrada que julgava ser necessária apenas quando atravesso a rua na passadeira, afinal também é fundamental durante a simples circulação pelo passeio, não vá um papá ou uma mamã distraído dar-me um toque com a sua viatura. Eles lá terão os seguros deles, mas eu só tenho uma vida e não a tenho assegurada. Segundo, tenho para mim que a entrega directa das crias no colo dos educadores, perdão, professores, fomenta aquilo que designo de criação de perfeitos inúteis. Esses mesmos que já em fase avançada da puberdade ainda não sabem em que botão do microondas carregar para aquecer uma pizza, a única comida que conhecem quando estão sozinhos. Não admira que mais tarde pensem que a interacção com as mulheres se faça também por meio de botões (qual playstation) e que no final o sentimento geral dos progenitores seja de rotundo falhanço em relação à educação que os professores tinham que obrigatoriamente dar aos seus pequenos.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
É DE FAMÍLIA
A mini brain tinha prevista uma viagem ao Japão com os pais agora em Setembro, mas desistiram.
- Então, por que desistiram?
- A minha mãe teve medo que nos denunciassem.
- Han?!
- Ela acha que os japoneses são tão discretos e silenciosos que teve medo que nos denunciassem por falarmos alto.
- És tonta?! Que disparate!
- Não sei... Sabes como é que eu falo, não sabes? Pois, os meus pais são piores!
Está explicado. E bem explicado.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
CORRIDA SEM DESTINO
Esta manhã cruzei-me com vários jovens alunos de mochila às costas, animados pelo reencontro com os colegas.
Imbuído do espírito crítico que tem caracterizado a sociedade nos últimos tempos, pensei por momentos:
"Para onde correm estas crianças?"
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A CULPA É DA ROTUNDA!
Quantas pessoas que chegaram atrasadas hoje de manhã terão usado como desculpa o trânsito no Marquês?