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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ARRANJEM UMA VIDA


Uma ex-Presidente de Câmara convida um ex-Primeiro Ministro para jantar e isso é notícia?
Apetece mesmo dizer, senhores jornalistas, arranjem uma vida!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

OS DONOS DO MUNDO


É mesmo necessário fazer tantas reportagens sobre as eleições nos E.U.A.? Bem sei que na prática são eles que mandam no mundo, mas como não votamos republicanos nem democratas, basta apresentarem-nos o sujeito que vai mandar nisto nos próximos quatro anos e já está. Assim como assim não podemos fazer nada.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PERFEITOS INÚTEIS


A caminho da tal escola onde pela manhã algumas crianças correm alegremente em busca dos amigos, também há pais que dia após dia fazem questão de entregar os filhos directamente aos assessores de educação (leia-se, professores), fazendo das estradas e passeios públicos sua propriedade privada. Desconfio que alguns pais não entram com a viatura nas salas de aula apenas para não terem que fazer manobras. Este comportamento parental tem duas vertentes, sendo que ambas me irritam profundamente, ainda que de maneira diferente. Primeiro, aquela atenção redobrada que julgava ser necessária apenas quando atravesso a rua na passadeira, afinal também é fundamental durante a simples circulação pelo passeio, não vá um papá ou uma mamã distraído dar-me um toque com a sua viatura. Eles lá terão os seguros deles, mas eu só tenho uma vida e não a tenho assegurada. Segundo, tenho para mim que a entrega directa das crias no colo dos educadores, perdão, professores, fomenta aquilo que designo de criação de perfeitos inúteis. Esses mesmos que já em fase avançada da puberdade ainda não sabem em que botão do microondas carregar para aquecer uma pizza, a única comida que conhecem quando estão sozinhos. Não admira que mais tarde pensem que a interacção com as mulheres se faça também por meio de botões (qual playstation) e que no final o sentimento geral dos progenitores seja de rotundo falhanço em relação à educação que os professores tinham que obrigatoriamente dar aos seus pequenos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

MAUS EXEMPLOS


Nós portugueses batemos aos pontos os espanhóis no que toca a publicidade e comunicação do que quer que seja.
Nunca pensei foi que eles nos copiassem uma ideia tão estúpida como rebaptizar uma estação de metro.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SUPER BOWL


Ontem foi a final do Super Bowl. Nada contra.
A transmissão televisiva do evento movimenta milhões de dólares todos os anos. Nada contra.
Há portugueses que mais parecem americanos, tal é o entusiasmo com que falam do jogo. Nada contra.
No intervalo costuma haver actuação de um grande artista sempre com alguma polémica à mistura. Nada contra.
Em 2004 a polémica foi a Janet Jackson ter mostrado uma mama enquanto cantava com o Timberlake. Nada contra.
Ontem foi a vez da Madonna ter feito um piretezinho. Nada contra também porque não era dirigido a mim.

Os americanos denominam este desporto de football. Sei que a culpa não é deles e que o termo até surgiu em Inglaterra. Mesmo assim e fazendo orelhas moucas a esta rapaziada, não deixo de me irritar um bocadinho sempre que os ouço falar no assunto.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SABE QUEM EU SOU?


Qual a idade média a partir da qual é suposto uma pessoa deixar de se apresentar como sendo filho de outrém e passar a usar o próprio nome?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MAIS UM CHICO ESPERTO?


Será que o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa acha que somos todos totós?
Tirem as vossas conclusões.


O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) defende que os subsídios de férias e de Natal devem acabar e ser integrados nos salários. Uma medida, diz António Saraiva, que pode trazer muitas vantagens para a economia e deve ser aplicada “a curto prazo” no sector privado e público.

- A que vantagens se refere concretamente, sr. António?


“Vejo com bons olhos a aplicação dessa medida a nível geral. É uma das soluções que se deveria levar a cabo”, diz ao i o presidente da CIP, convicto de que esta alteração teria um efeito positivo na economia, já que “haveria mais dinheiro disponível todos os meses” e seria benéfica para os trabalhadores, que ficariam com “mais dinheiro para fazer face ao aumento do custo de vida”.

- Quer dizer que saber gerir um orçamento mensal e receber os subsídios isoladamente não serve para fazer face aos custos de vida de cada um? É que abaixo o senhor diz que "seria passar um atestado de menoridade aos portugueses colocar em causa a sua capacidade para gerir o dinheiro"...


As empresas, acrescenta António Saraiva, conseguiriam “gerir a tesouraria mais correctamente” e “não teriam esse esforço adicional” dois meses por ano. “Lamentavelmente vivemos um período em que muitas empresas são forçadas a pagar o 13.o e 14.o mês com atraso. Assim haveria a garantia de que todos os meses seria pago aquele montante”, acrescenta.

- Ah sim, claro. Com a eliminação destes subsídios (desculpe, integração no salário mensal como diz, não é?) as empresas ficavam imediatamente com o problema resolvido...


Na prática, a CIP propõe que os portugueses passem a receber 12 meses em vez de 14 e, em contrapartida, vejam o seu salário mensal subir. Um salário de mil euros passaria a ser de quase 1200, mas quem quisesse gastar mais com as férias ou as prendas de Natal teria de poupar ao longo do ano. “Seria passar um atestado de menoridade aos portugueses colocar em causa a sua capacidade para gerir o dinheiro”, afirma o presidente da CIP, em resposta aos críticos desta medida.

- E que tal serem as empresas a poupar ao longo do ano para poderem pagar os subsídios a tempo e horas?


O pagamento dos 14 meses por ano está longe de ser uma prática na Europa e, por exemplo, nos países nórdicos não existe o subsídio de Natal.

- Pois não. Os cidadãos nórdicos são uns pobres desgraçados, mal têm para comer. Aliás, estamos a assistir a uma nova corrente de imigração. Já reparou na quantidade de escandinavos que entra diariamente em Portugal à procura de um futuro melhor?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

MUDANÇA DA HORA


Gosto muito mais do horário de verão do que do de inverno mas a ponta final da hora estival faz com que neste momento saia para o trabalho às 8h em ponto e ainda seja totalmente escuro. Menos mal que amanhece passado pouco tempo. No fim do mês a hora vai atrasar e este problema resolve-se. Mas começa outro: brevemente estarei a sair do trabalho já totalmente de noite e esses sim são fins de tarde deprimentes.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CHICO, NÃO SEJAS ESPERTO


Adoro quando os chicos espertos após receberem um não da minha parte como resposta a um pedido vão fazer queixinhas aos meus chefes. Estes, como não têm uma varinha mágica, normalmente confirmam o meu não.
Os primeiros ficam tão fodidos...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

TAMPAS? CARICAS? NEM PENSAR!


As tampinhas e as caricas de qualquer género, feitio ou cor, são coisas para água, cerveja ou refrigerantes, não servem para garrafas de vinho. Pelo menos a mim não me apanham nessa. Até que eu possa, a rolha de cortiça mandará nas minhas escolhas.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

DISCOLOJAS


Já que estamos em crise, surpreende-me o facto de duas actividades comerciais cada vez mais indissociáveis ainda não terem assinado acordos de cooperação. Falo das discotecas e das lojas de roupa. No entanto acho que isso está a ser tratado e metade está feito, pois a algumas destas últimas só lhes falta mesmo servirem bebidas e abrirem a partir da meia-noite.

terça-feira, 5 de julho de 2011

ESTADO DA NAÇÃO


No fim de semana ouvi uma notícia no telejornal que apresento como dos melhores exemplos para caracterizar a mentalidade transgressora da sociedade portuguesa. Um caso tão simples mas tão paradigmático ao mesmo tempo.

A notícia dava conta de detecção de água imprópria para consumo em várias fontes públicas. Um organismo competente afixou então letreiros nessas fontes informando do facto que por si só deveria ser dissuasor do consumo. A reportagem mostrava uma senhora que se tinha ido abastecer a uma dessas fontes e a quem perguntavam se sabia que a água tinha sido considerada não potável. Que sim, sabia, mas enquanto não lhe fizesse mal iria continuar a consumi-la normalmente.

O Estado gasta tempo e recursos a fazer análises para zelar pela saúde pública, no entanto há quem se ache no direito de desrespeitar essa indicação. Claro que se a água lhe fizer mal, o mesmo Estado que a preveniu para não a consumir cá estará para a tratar gratuitamente, voltando a gastar tempo e recursos desta vez desnecessariamente.

Os políticos e seus sucedâneos têm as costas largas, mas Portugal é isto. E enquanto Portugal for isto não há bons políticos que nos valham.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

AINDA SOU DO TEMPO EM QUE #12


Os mojitos eram naturais e feitos no momento.
É triste chegar a um bar e ter que me certificar que não são de garrafa.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

DIFÍCIL DE ENTENDER


Irritam-me as pessoas que querem algo e justificam o insucesso com frases do género "não consigo", sem tentarem; "sempre fui assim", justificando a sua mediocridade; "não quero saber", indiciando falta de vontade. Todos nós temos limitações mas há sempre uma oportunidade para tentar aprender, actuar e tornarmos-nos pessoas melhores. Se a primeira reacção mais não é do que um sintoma de falta de auto-confiança passível de ser resolvido com relativa facilidade, a segunda e terceira reacções são sintomas de falta de querer. Por mais que me esforce, não consigo perceber a falta de interesse e/ou de humildade que algumas pessoas têm em aprender. E sim, tenho vontade, já tentei, mas continuo sem as perceber.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Cada vez tenho mais dificuldade em lidar com a incompetência. E isso inclui-me a mim próprio, pois não sou perfeito mas esforço-me para o ser. Mas o que verdadeiramente me lixa é quando a incompetência dos outros interfere no meu bem estar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011


Irrita-me sobremaneira que tudo o que o Marcelo Rebelo de Sousa diga, seja tomado por lei pela carneirada. O homem é professor universitário catedrático, tem inegável mérito, mas não é um deus, porra!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

PORTUGAL - ARGENTINA


Paulo Bento, foste enganado. Para um jogo que parece que vai opôr apenas o Cristiano Ronaldo ao Lionel Messi, para quê convocar tantos jogadores?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

BOFETADAS DE LUVA BRANCA


Ao longo da minha vida porfissional cruzei-me com gente boa e gente má, dessa que julga ter-nos cativos como seus servos.
Durante um evento profissional na semana passada, calhou ter visto algumas dessas pessoas. Às primeiras falei com o entusiasmo que caracterizam estes reencontros, com sinceros apertos de mão e desejos verdadeiros de felicidades. Algumas outras, muito surpreendidas, não resistiram à curiosidade e vieram cumprimentar-me cinicamente ao mesmo tempo que pediam satisfações (quais donos do mundo) acerca da minha presença ali. Limitei as respostas ao mínimo indispensável apenas por educação, quando na realidade me apetecia era mandá-los para o tal sítio.

Como não sou pessoa de rancores mas também não sou de dar a outra face, disse ao que vinha e com a naturalidade de quem bebe um copo de água, rematei que a vida me corria de feição. Ficaram lixados. Me importa tres pitos!

domingo, 2 de janeiro de 2011

MAIS CHATICES DO TEMPO


Ao fim de uma semana de férias, um dia de sol em condições!
É verdade que estamos no inverno, é natural que o tempo seja chuvoso mas escusava de ser este abuso.
É que apanhei mais chuva durante estes dias do que nos vários meses que levo em Madrid e uma pessoa começa a habituar-se. Mal, pelos vistos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

OS QUEIXINHAS


Nos meus tempos de estudante sempre fui um aluno médio/bom. Podia ter sido um aluno excelente, mas nunca gostei de passar muito tempo a estudar. O que ouvia nas aulas e o estudo da véspera foram chegando para me levar onde quis. Nunca me queixei, pois tinha noção que os resultados que obtinha eram fruto do que estudava. Mas havia os marrões que nunca estavam contentes. Quando saíam da sala a dizer que o teste lhes tinha corrido mal era porque vinha lá um 17 ou um 18 no mínimo. Apesar de sermos todos amigos isso era coisa que irritava, sobretudo aqueles que realmente não tinham jeito para estudar e por isso andavam sempre no “tem-te não caias” que era o 9-10. Desde essa altura consciencializei-me que para nos queixarmos é preciso conhecermos bem as diferentes realidades e termos cuidado com quem e em que circunstâncias o fazemos. Lá porque é uma tradição tão portuguesa, não é obrigatório nos solidarizarmos de forma ridícula. É que por vezes falamos de barriga cheia em frente de quem tem fome.