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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PACO


Morreu ontem o génio da guitarra flamenca, Paco de Lucía.
À maioria o nome nada diz e os que sabem quem é talvez não entendam a sua importância profunda para os andaluzes e para os espanhóis em geral. O flamenco é sem dúvida o maior símbolo da Andaluzia e das poucas coisas que reúne um consenso generalizado entre os espanhóis.

Esta notícia traz-me algumas lembranças nostálgicas, porque tive o prazer de o ver actuar várias vezes, mas sobretudo porque depois de ter vivido em Cádiz, a província da terra natal de Paco de Lucía, também eu me tornei um bocadinho andaluz.



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ 2014


E assim termina mais um ano.
Olhando para trás, apercebo-me que em 2013 continuei a fazer coisas pela primeira vez na vida, sinal de que ainda há muito para viver e aprender. E vocês, quando foi a última vez que fizeram alguma coisa pela primeira vez?

Feliz 2014 para todos!



segunda-feira, 15 de julho de 2013

ZUMBA


Há por aqui alguém também convencido que este falatório todo sobre a zumba tinha a ver com o regresso da Tonicha à ribalta?

Um gajo às vezes faz com cada figura...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A MINHA NAMORADA DO VERÃO DE 98


Porque faz hoje 15 anos que tudo começou.




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AS TABERNAS DE HOJE


Depois das padarias, as tabernas.

Se o meu avô paterno fosse vivo, faria este mês 117 anos. O homem era lavrador, tocava saxofone na orquestra da vila e tinha uma taberna onde naturalmente vendia vinho. Nessa altura uma taberna era exactamente o que um local desses é: um sítio onde se vende e bebe vinho. Às vezes também havia uma côdea de centeio e umas lascas de queijo picante para os amigos, mas essencialmente era onde se bebia um copinho de tinto enquanto se descansavam as costas depois de uma jornada de trabalho no campo.

Com o passar dos tempos as tabernas caíram em desuso e até há relativamente pouco tempo, eram sinónimo de local de qualidade duvidosa e portanto pouco aconselháveis. Até que alguém se lembrou de adulterar mais uma tradição antiquíssima da sociedade portuguesa e fazer das tabernas, tascas mas chamar-lhes tabernas. No fundo não tenho nada contra as tabernas actuais, até tenho amigos donos de uma onde vou frequentemente com muito gosto e a quem só posso desejar o maior dos sucessos no aproveitamento desta onda. O desabafo é apenas contra esta moda de chamar taberna aqueles sítios onde servem comida pseudo-gourmet em pratos quadrados, que mais não faz do que apagar da memória uma das tradições mais castiças da boa vida portuguesa.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PASSARAM DEZ ANOS


Ja tinha saudades de ouvir contar "a la belge".

Septante, octante, nonante.

sábado, 24 de novembro de 2012

ÁGUA PASSADA


Há quem ache aquele portal de vendas da internet muito útil e a música do anúncio na TV muito engraçada.
Há quem não se lembre da Lena d'Água em 1981 e também quem ainda não fosse gente nesse ano.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DESCUBRA AS DIFERENÇAS


Benfica, 2012/2013















Benfica, 1995/1996


terça-feira, 30 de outubro de 2012

AS ORIGENS


Segundo consta lá por casa, o hábito de temperar a comida com ervas de cheiro já vem da minha bisavó. Os canteiros arrumados à casa eram a sua dispensa fresca, exemplo que anos mais tarde a neta e os bisnetos haveriam de seguir. E naquele almoço, quando perguntei discretamente se aquelas folhinhas no bacalhau eram farpão e o empregado foi à cozinha confirmar antes de me dizer que sim, não foi para surpreender alguém, nunca tinha era provado bacalhau assado no forno temperado daquela maneira. Na verdade as ervas de cheiro não servirão nunca para demonstrar o que quer que seja, apenas e só para me relembrar que, faça o que fizer, vá para onde for, as minhas origens são do campo, tal como a das ervas de cheiro.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

BLOGO-MACHOS, COMO É?!


Nem Pipoco, nem Tolan, nem Sacana, nem Troll, nem o de Sua Mãe, nem mesmo o Simão. Ninguém dedicou umas linhas à Sylvia Kristel, falecida esta semana. Não me digam que o "Emmanuelle" nunca teve uma influenciazinha que fosse em algum momento da vossa vida, vá.

sábado, 2 de junho de 2012

AINDA SOU DO TEMPO EM QUE #39


Nasceu a primeira banda juvenil em Portugal, o sonho de qualquer adolescente na altura.



terça-feira, 29 de maio de 2012

EURO 2012


Faz por esta altura doze anos que a selecção nacional passou de patinho feio a orgulho nacional em menos de duas semanas. Já me ocorreu que talvez pudesse voltar a acontecer o mesmo nesta edição mas depois lembrei-me que o Figo, o Rui Costa, o João Pinto, o Jorge Costa e o Nuno Gomes não foram convocados.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

THE LAST SUMMER


Infelizmente.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

A VINGANÇA SERVE-SE FRIA


Naquele tempo em que os alemães despachavam para cá as tais ambulâncias manhosas e nós fazíamos sentidas vénias de agradecimento, o que realmente importava era ir lá fora assistir à assinatura do acordo de geminação, pois era uma oportunidade de ouro para ver umas louras espadaúdas daquelas que pensavamos existirem apenas na televisão. Coisa ao alcance de muito poucos, diga-se. Mas havia gajos com sorte, como o Zé Mário - jovem bombeiro voluntário na corporação local. Numa dessas viagens a uma pequena vila no norte da Alemanha, conseguiu ser integrado na comitiva e durante a estadia embeiçou-se por uma jovem germânica. Mantiveram o contacto por carta e no verão seguinte a Irene foi à terra dos doudos passar duas semanas de férias. Nesse verão de 82, tinha a Itália acabado de ganhar o mundial de futebol derrotando na final precisamente a Alemanha Ocidental, a Irene estava especialmente necessitada de atenção e foi presa fácil para o grande Zé. Acontece que o Zé Mário era um gajo com quem muitas cachopas sonhavam subir ao altar e ainda que ele estivesse careca de saber que isso nunca iria acontecer, havia sempre alguma que se deixava enganar. Por essa altura era a Otília quem ainda mantinha a esperança, uma cachopa do termo que raramente vinha à vila, a não ser nas feiras ou quando o Zé tinha dinheiro para meter 50 escudos de super na motorizada e a ia buscar. Isto deu-lhe alguma margem de manobra durante o tempo em que recebeu a visita da Irene. Porém, num fim de tarde estival típico do interior rural, quando partilhava com ela a sombra daquela figueira da estrada que ia dar ao hospital, uma das ambulâncias que tinham vindo da Alemanha no ano anterior passou por ali a alta velocidade. Instinto profissional ou pura curiosidade, assomou ao largo. Era a Otília com um pincípio de enfarte. A sua Otília! Muito aflito, largou a outra e foi em seu auxílio. A alemã ficou furiosa. O pai bem a tinha avisado mas aos 18 anos nada nem ninguém parava a miúda. Certo é que a partir daí as coisas azedaram de tal forma que ela voltou para casa mais cedo que o previsto jurando séria vingança não só ao Zé mas a todos os portugueses.

Hoje a irmã mais velha, uma tal Angela, anda por aí a lixar-nos a vida, cumprindo a tal promessa de há trinta anos.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

AINDA SOU DO TEMPO EM QUE #37


Estavam na moda os acordos de geminação entre vilas portuguesas e estrangeiras com o fito de se ir à Alemanha buscar umas ambulâncias em segunda mão.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

AINDA SOU DO TEMPO EM QUE #36


Era pratica comum fazer de conta que se convidava um artista de nome sonante para uma festa e na hora prevista do espectáculo, já com a malta toda aos pulos, um elemento da organização subia ao palco para informar que o suposto convidado tinha tido um acidente pelo caminho e não podia vir.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

AINDA SOU DO TEMPO EM QUE #35


Se fazia a festa das ilhas no ISA (Instituto Superior de Agronomia) e a noite era passada em torno das sandes de carne em vinha d'alhos, da poncha e das moças casadoiras das regiões insulares do nosso Portugal que por lá se encontravam.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A RAPOSA E AS UVAS



Todos nós em criança tivemos quem nos contasse histórias ao adormecer. Eu recordo com saudade as que o meu pai me lia, principalmente as conhecidas Fábulas de La Fontaine que me deixaram ensinamentos para a vida. Esta semana voltei a lembrar-me desta.

Certo dia, uma raposa muito gulosa passava debaixo de uma latada e reparou nas uvas madurinhas e de aspecto magnífico. Acto contínuo, tentou alcança-las para as comer. Só que as raposas são curtas de patas e por mais que se esticasse e saltasse, não havia maneira de chegar ao fruto. A dada altura desistiu e seguiu caminho. À medida que se afastava do local ia tentando convencer-se para disfarçar a frustração: "não faz mal, afinal estavam verdes." No entanto, pouco depois ouviu um barulho que a fez voltar atrás mas eram apenas folhas que tinham caído no chão.

Analogia: Na terça feira, a raposa foi o FC Porto e as uvas a taça da liga.

quarta-feira, 21 de março de 2012

A ZAMBUJEIRA MORREU


Aproveitando o fim de semana alargado (anteontem foi feriado em Espanha), fui dar uma volta pela parte sul de Portugal. Um dos locais de passagem foi a Zambujeira do Mar, onde já não ia há precisamente 20 anos.

Suspeito que os guardas costeiros do cabo Sardão já não vigiam as mamas das turistas estrangeiras do cimo das escarpas com os binóculos de serviço. Muito menos partilham essa informação com os turistas portugueses. Aquele restaurante de pescadores os quais ajudávamos a transportar a apanha no final da faina antes de nos sentarmos à mesa já não existe. "A Parreirinha", onde se comia a melhor tarte de amêndoa de todo o Alentejo também já desapareceu. As alemãs que vinham para portugal num 2CV e todas a noites se chegavam à beira da tenda para pedir azeite para temperar a salada, se calhar já nem andam neste mundo. E acredito que fazer amizades ao luar com o mar revolto como ruído de fundo enquanto se pesca o almoço do dia seguinte, também já não deve ser coisa muito comum. A Zambujeira que eu conheci nos anos oitenta, morreu.

quinta-feira, 15 de março de 2012

PROVÉRBIOS DA MINHA TERRA - MARÇO


Março marçagão, manhãs de inverno e tardes de verão.

(este ano o provérbio não podia estar mais certo)