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terça-feira, 25 de junho de 2013

EMPREENDE, LAMBÃO!


O que está a dar em Portugal é ser-se empreendedor. Já não sei se isso é uma profissão, um estado de alma ou um desígnio nacional. Só sei que não o sendo, é-se desinteressante, lambão ou até mesmo um parasita da sociedade.

Então e quando o último trabalhador por conta de outrem se tornar também ele empreendedor, onde é que se vai desencantar malta para executar os projectos das mentes brilhantes?


Nota - Nada contra o empreendedorismo. Há por aí gente muito válida e a safar-se muito bem, mas já não se aguenta a lengalenga do empreendedorismo para aqui, empreendedorismo para acolá!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

BRINCANDO AOS PASTELEIROS


A crise tem servido para fomentar novas oportunidades de sobrevivência mas ao mesmo tempo para agudizar o chico espertismo tão típico da sociedade portuguesa. Vem isto a propósito dos valores que paguei por um bolo e um copo de leite numa conhecida pastelaria lisboeta: 1,20€ pelo copo de leite, 1,00€ pelo bolo.

Ora, um litro de leite dá para quatro a cinco doses e custa 0,60€ a 0,80€ num supermercado. Não ponho em causa a margem de lucro, o problema é outro. Que me perdoem as vacas mas como é possível um copo de leite ser mais caro que um bolo, cujo processo de fabrico é complexo e apenas ao alcance de quem domina a arte pasteleira?! Os ingredientes, o árduo trabalho nocturno e as técnicas apuradas para ter diferentes variedades de bolos fresquinhos pela manhã, afinal isto vale menos que um simples copo de leite??

sexta-feira, 29 de março de 2013

É DE TEMPO DE


A julgar pelos comentários gerais sobre o tempo, deixo o seguinte conselho para quem está a equacionar emigrar: lembrem-se que um destino para lá dos Pirinéus é capaz de não ser boa ideia. Lá vai fazer menos sol que durante este inverno em Portugal.

PS- Já agora para manter a onda das petições, só falta mesmo fazerem uma ao São Pedro.

domingo, 24 de março de 2013

O HINO DO GOVERNO


Certamente já repararam que agora é moda entre os nossos governantes usar um pin na lapela com a bandeira de Portugal. Por que não adoptar também uma espécie de hino do governo para a coisa ser mais completa?
De repente até me veio à memória uma bela hipótese. Que tal este?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AS TABERNAS DE HOJE


Depois das padarias, as tabernas.

Se o meu avô paterno fosse vivo, faria este mês 117 anos. O homem era lavrador, tocava saxofone na orquestra da vila e tinha uma taberna onde naturalmente vendia vinho. Nessa altura uma taberna era exactamente o que um local desses é: um sítio onde se vende e bebe vinho. Às vezes também havia uma côdea de centeio e umas lascas de queijo picante para os amigos, mas essencialmente era onde se bebia um copinho de tinto enquanto se descansavam as costas depois de uma jornada de trabalho no campo.

Com o passar dos tempos as tabernas caíram em desuso e até há relativamente pouco tempo, eram sinónimo de local de qualidade duvidosa e portanto pouco aconselháveis. Até que alguém se lembrou de adulterar mais uma tradição antiquíssima da sociedade portuguesa e fazer das tabernas, tascas mas chamar-lhes tabernas. No fundo não tenho nada contra as tabernas actuais, até tenho amigos donos de uma onde vou frequentemente com muito gosto e a quem só posso desejar o maior dos sucessos no aproveitamento desta onda. O desabafo é apenas contra esta moda de chamar taberna aqueles sítios onde servem comida pseudo-gourmet em pratos quadrados, que mais não faz do que apagar da memória uma das tradições mais castiças da boa vida portuguesa.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

POR FALAR NELES


É engraçado (ou parvo?) que os portugueses emigrantes que comeram o pão que o diabo amassou, putain!, para terem uma casa estilo maison, uma voiture e poderem beber l'aparitif quando lhes apetecer, sejam uns parolos burgessos e os que hoje vão para fora ter appointments e meetings para fazerem reviews de targets de modo a resolverem issues, sejam uns senhores de respeito.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MAMINHAS AO LÉU


Na mesma rua e à mesma hora mas em bares diferentes, duas gajas protagonizam um espectáculo em que mostram as mamas. A um chamam-lhe dança burlesca, ao outro strip tease. Qual é a lógica disto?

terça-feira, 26 de junho de 2012

QUEM NASCEU PARA LAGARTIXA NUNCA CHEGA A JACARÉ #2


O Hendrick's é o Moët & Chandon dos gins: bom, é certo, mas o marketing fez o resto.

sábado, 23 de junho de 2012

CRISTIANO,


És um desmancha prazeres. Bem sabes que há quinze dias a malta apostava tudo no falhanço desta selecção, tu à cabeça. Sim, tu estavas destinado a ser o principal culpado e enganaste muita gente. Pobres coitados, gente sofredora abnegada na sua tristeza cuja réstia de esperança era poderem profetizar a própria razão. Esta gente apostou com cafés inteiros, nos cabeleireiros, nos bancos de jardim e nas praças de táxis, que nem um jogo ganhávamos e que tu nem um golo marcavas! Mas não, tinhas que vir com as tuas e seres mais uma dor de cabeça para os portugueses. Convencido! E pioraste desde que foste jogar com os espanhóis! Estás feito como eles, só queres ganhar, celebrar, regozijar-te com isso! Sabes que mais, o melhor é voltares para Espanha. Vai lá ganhar campeonatos, bolas e botas de ouro mas respeita o nosso sofrimento, que saber gerir expectativas e felicidade não é connosco, está bem?

terça-feira, 19 de junho de 2012

O REGRESSO DO GALO




Então não é que o galo de Barcelos, outrora um símbolo menor de Portugal conotado com a emigração, voltou a estar na moda sendo genericamente aceite como símbolo nacional sem sequer ser preciso estilizá-lo? Só ainda não percebi se é por causa da bola ou porque emigrar voltou a ser uma necessidade para muita gente.

A propósito, honestamente, quem é que conhece a lenda que tornou famoso aqui o bicho?

quarta-feira, 9 de maio de 2012

AINDA SOU DO TEMPO EM QUE #37


Estavam na moda os acordos de geminação entre vilas portuguesas e estrangeiras com o fito de se ir à Alemanha buscar umas ambulâncias em segunda mão.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

AQUI HÁ GATO


Em Junho de 2008 o preço da gasolina rondava 1.30€. Houve bloqueios, faltou combustível, mantimentos e perdeu-se uma vida. Passados praticamente quatro anos, paga-se 1.80€ por litro e a letargia não podia ser mais evidente. Aqui há gato.

sábado, 17 de março de 2012

SE FOSSE ASSIM TÃO FÁCIL GANHAR A LOTARIA


Quando há uns meses falei da saída do António Borges do FMI, achei que a coisa trazia água no bico e disse-o aqui. Entretanto houve algumas novidades que me passaram despercebidas (passou a ser consultor na Parpública) e agora a polémica com a ida para a Jerónimo Martins. Ahhhh, se fosse assim tão fácil ganhar a lotaria...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

AINDA SOU DO TEMPO EM QUE #28


Do ponto de vista da semântica, o oposto da palavra verdade era a palavra mentira.

Hoje em dia as gentes politicamente correctas cobardes chamam-lhe inverdade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

JIBÓIA OLIVER


Queres cozer legumes ao vapor mas não tens as maquinetas indicadas? Faz como eu:

Põe a grelha do microondas dentro de uma panela com água a ferver. Alinha os legumes em cima da grelha e coloca a tampa na panela. Mantem-na fechada até os legumes atingirem o ponto de cozedura desejado.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MAIS UM CHICO ESPERTO?


Será que o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa acha que somos todos totós?
Tirem as vossas conclusões.


O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) defende que os subsídios de férias e de Natal devem acabar e ser integrados nos salários. Uma medida, diz António Saraiva, que pode trazer muitas vantagens para a economia e deve ser aplicada “a curto prazo” no sector privado e público.

- A que vantagens se refere concretamente, sr. António?


“Vejo com bons olhos a aplicação dessa medida a nível geral. É uma das soluções que se deveria levar a cabo”, diz ao i o presidente da CIP, convicto de que esta alteração teria um efeito positivo na economia, já que “haveria mais dinheiro disponível todos os meses” e seria benéfica para os trabalhadores, que ficariam com “mais dinheiro para fazer face ao aumento do custo de vida”.

- Quer dizer que saber gerir um orçamento mensal e receber os subsídios isoladamente não serve para fazer face aos custos de vida de cada um? É que abaixo o senhor diz que "seria passar um atestado de menoridade aos portugueses colocar em causa a sua capacidade para gerir o dinheiro"...


As empresas, acrescenta António Saraiva, conseguiriam “gerir a tesouraria mais correctamente” e “não teriam esse esforço adicional” dois meses por ano. “Lamentavelmente vivemos um período em que muitas empresas são forçadas a pagar o 13.o e 14.o mês com atraso. Assim haveria a garantia de que todos os meses seria pago aquele montante”, acrescenta.

- Ah sim, claro. Com a eliminação destes subsídios (desculpe, integração no salário mensal como diz, não é?) as empresas ficavam imediatamente com o problema resolvido...


Na prática, a CIP propõe que os portugueses passem a receber 12 meses em vez de 14 e, em contrapartida, vejam o seu salário mensal subir. Um salário de mil euros passaria a ser de quase 1200, mas quem quisesse gastar mais com as férias ou as prendas de Natal teria de poupar ao longo do ano. “Seria passar um atestado de menoridade aos portugueses colocar em causa a sua capacidade para gerir o dinheiro”, afirma o presidente da CIP, em resposta aos críticos desta medida.

- E que tal serem as empresas a poupar ao longo do ano para poderem pagar os subsídios a tempo e horas?


O pagamento dos 14 meses por ano está longe de ser uma prática na Europa e, por exemplo, nos países nórdicos não existe o subsídio de Natal.

- Pois não. Os cidadãos nórdicos são uns pobres desgraçados, mal têm para comer. Aliás, estamos a assistir a uma nova corrente de imigração. Já reparou na quantidade de escandinavos que entra diariamente em Portugal à procura de um futuro melhor?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

OS BODOTECOS OU O RESPEITO PELA TRADIÇÃO DOS CASAMENTOS


O que é um bodoteco? Após uma análise morfológica não muito cuidada da palavra, podemos concluir que o autor do vocábulo (eu próprio) se refere a um local de celebração de bodas (casamentos) que podemos incluir na categoria boteco. Não me venham agora dizer que não sabem o que é um boteco.

Há apenas dois requisitos para um local poder ser incluido nesta categoria: servir minis e dispor de um barquinho de camarão no copo d'água buffet (ver foto exemplificativa aqui).

Com a proliferação das quintas gourmet e outras mariquices tais, estes estabelecimentos estão seriamente ameaçados e em risco de desaparecer. Proponho a criação de uma página de apoio no Facebook para a salvação de uma tradição tão portuguesa e da realização do meu próprio casamento. É que se já não existir um destes locais na altura, temo que fique para tio. E vocês não querem isso, pois não?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

COISAS AQUI DO CANTINHO DA EUROPA


Ainda há gente a entrar no ensino superior com nota negativa??
Isto realmente diz muito sobre nós e o estado do nosso país.

domingo, 18 de setembro de 2011

O MELHOR DA FESTA


Abençoado quem inventou os barquinhos com camarão no copo d'água dos casamentos.